Sunday, February 27, 2011

momento da oração!


Quando você se observar, à beira do desânimo, acelere o passo para a frente, proibindo-se parar.
Ore, pedindo a Deus mais luz para vencer as sombras.
Faça algo de bom, além do cansaço em que se veja.
Leia uma página edificante, que lhe auxilie o raciocínio na mudança construtiva de idéias.
Tente o contato de pessoas, cuja conversação lhe melhore o clima espiritual.
Procure um ambiente, no qual lhe seja possível ouvir palavras e instruções que lhe enobreçam os pensamentos.
Preste um favor, especialmente aquele favor que você esteja adiando.
Visite um enfermo, buscando reconforto naqueles que atravessam dificuldades maiores que as suas.
Atenda às tarefas imediatas que esperam por você e que lhe impeçam qualquer demora nas nuvens do desalento.
Guarde a convicção de que todos estamos caminhando para diante, através de problemas e lutas,
na aquisição de experiência, e de que a vida concorda com as pausas de refazimento das nossas forças,
mas não se acomoda com a inércia em momento algum.
(texto anti-depressivo-autor André Luiz)




Oração

Senhor, ensina-nos: a orar sem esquecer o trabalho; a dar sem olhar a quem;
a servir sempre sem perguntar até quando; a sofrer sem magoar seja quem for;
a progredir sem perder a simplicidade; a semear o bem sem pensar nos resultados;
a desculpar sem condições; a marchar para a frente sem contar os obstáculos;
a ver sem malícia; a escutar sem corromper os assuntos; a falar sem ferir;
a compreender o próximo sem exigir entendimento; a respeitar os semelhantes,
sem reclamar consideração; a dar o melhor de nós, além da execução do próprio dever,
sem cobrar taxas de reconhecimento.

Senhor, fortalece em nós a paciência para com as dificuldades dos outros,
assim como precisamos da paciência dos outros para com as nossas dificuldades.
Ajuda-nos, sobretudo, a reconhecer que a nossa felicidade mais alta será
invariavelmente aquela de cumprir-te os desígnios onde e como queiras, hoje e sempre. Amém!!

Amor que não se cansa de ...amar!


Composição: Fábio de Melo

Se a tristeza te rouba as palavras
Se as razões se perderam no tempo
Relembrar as histórias passadas desperta saudades.

Se alguém prometeu te amar, mas depois partiu...
Te deixando sem mesmo explicar, sem dizer adeus
Deus conhece a tua verdade e as saudades do teu coração
Em segredo teu deus te espera, quer te consolar


Então volta.
Só deus é amor que não passa e não passará
Então volta
Só Deus é resposta que vale a pena esperar
De amor vive o coração de Deus, de amor
Amor que não se cansa de amar.

Amigos Pela Fé-click aqui para ouvir


(Anjos de Resgate)
Composição: Dalvimar Gallo



Quem me dará um ombro amigo
quando eu precisar?
E se eu cair, se eu vacilar,
quem vai me levantar?
Sou eu, quem vai ouvir você
quando o mundo não puder te entender
Foi Deus, quem te escolheu pra ser
o melhor amigo que eu pudesse ter

Amigos, pra sempre
Bons Amigos que nasceram pela fé
Amigos, pra sempre
Para sempre amigos sim, se Deus quiser

Quem é que vai me acolher,
na minha indecisão
Se eu me perder pelo caminho
quem me dará a mão
Foi Deus, quem consagrou você e eu
para sermos bons amigos, num só coração
Por isso eu estarei aqui
quando tudo parecer sem solução
Peço a Deus que te guarde
(que te guarde, abençoe e mostre a sua face)
E te dê a sua Paz.

“Quem não está contra nós, está a nosso favor.”


“Quem não está contra nós, está a nosso favor.”
A leitura fala da sabedoria e como devemos procurá-la em nossa vida.
Onde há sabedoria, aí está a justiça. São diretrizes que devem ser relidas, memorizadas e vividas.
Ao final, o sábio conselho:" não sejamos severos com os nossos erros e limites !"

Sunday, February 13, 2011

O DESCONCERTO QUE CONSERTA!



Odiar é também uma forma de amar. Diferente, mas é. É que o coração humano nem sempre consegue identificar o sentimento que o move. É claro que existem situações em que o ódio é ódio mesmo, mas, em outras, não.

Você já deve ter experimentado isso que estou dizendo. Sobretudo no momento em que foi traído, enganado e até mesmo abandonado. O sentimento foi de revolta e, nela, o amor muda de cor, configura-se diferente. É a mesma coisa que acontece com os animais que se camuflam para sobreviverem às ameaças dos inimigos. O camaleão é sempre camaleão, mesmo que não possamos identificá-lo no seu disfarce. Da mesma forma fazemos nós.

Quando temos o nosso amor traído, ameaçado pelo descaso do outro, nós nos revestimos de ódio e ressentimentos. Mas a fonte é sempre o amor. Ele é o referencial de onde parte a nossa reação. Nem sempre temos coragem de assumir isso. A traição nos trava para a misericórdia. E, então, sentimos necessidade de devolver a ofensa com a mesma moeda.

Por isso, dizemos que odiamos. Mas só o dizemos, porque o que nos falta é coragem para dizer que amamos.

Camuflados e infelizes

Camuflar é o recurso que usamos com o objetivo de nos justificarmos diante dos outros. É uma forma que temos de nos sentir menos humilhados. Não raras vezes, dizer que temos ódio é uma maneira de tentar dar a volta por cima. Estranho isso, mas acontece.

Talvez seja por isso que as pessoas andam tão distantes dos seus verdadeiros sentimentos. Tememos a fraqueza. Tememos que o outro nos flagre no sofrimento que a gratuidade do amor nos trouxe. Preferimos assumir uma postura marcada pela agressividade a outra que nos mostrasse em nossa fragilidade.

Nos dias de hoje, cada vez mais, acentua-se a necessidade de ser forte. Mas não há uma fórmula mágica que nos faça chegar à força sem que antes tenhamos provado a fraqueza. E amar é experimentar a fraqueza. É provar o doloroso campo da necessidade, da carência e da fragilidade.

Amar é uma forma de depender, de carecer e de implorar. É uma forma de preenchimento de lacunas, visto que o amor é a melhor forma de complementar os espaços.

Admirável desconcerto

Quem ama sabe disso. Quem é amado, também. A gratuidade do amor consiste nisso. Amar quando o outro não merece ser amado. Surpresa maior não há. Ser abraçado no momento em que sabemos não merecer ser perdoados. O amor verdadeiro desconcerta. O perdão e a reconciliação são a prova disso. Somente depois de dizermos infinitas vezes "Eu te perdôo" , é que temos o direito de dizer "Eu te amo". Porque, antes do perdão, o que existe é admiração. Esse último sentimento não é o mesmo que amar. Só amamos aqueles a quem perdoamos. E, geralmente, só odiamos aos que amamos, caso contrário seríamos indiferentes.

Pena que tem sido cada vez mais difícil declarar amor no momento em que o outro não merece. Não temos coragem de tomar essa atitude, porque ela é chamada de fraqueza, coração mole. E, por medo de sermos vistos assim, camuflamos o amor com as roupas do ódio.

Perdemos a oportunidade de atualizar a gratuidade do amor de Deus na precariedade do amor humano e de surpreender o outro com nosso gesto já transformado pela graça divina.

Na sua vida, não tenha medo de ser fraco, já que a fraqueza representa capacidade de amar. Quando o outro, pelas mais diversas razões esperar pelo seu ódio, surpreenda-o com o seu amor.

Desconcerte-o e, assim, você ajudará a consertar o mundo.

Pe. Fábio de Melo

Diferente não é quem pretenda ser.


Esse é um imitador do que ainda não
foi imitado, nunca um ser diferente.

Diferente é quem foi dotado de alguns mais e de alguns menos em hora,
momento e lugar errados para os outros. Que riem de inveja de não serem
assim. E de medo de não agüentar, caso um dia venham, a ser. O diferente é
um ser sempre mais próximo da perfeição.

O diferente nunca é um chato. Mas é sempre confundido por pessoas menos
sensíveis e avisadas. Supondo encontrar um chato onde está um diferente,
talentos são rechaçados; vitórias, adiadas; esperanças, mortas. Um diferente
medroso, este sim, acaba transformando-se num chato. Chato é um diferente
que não vingou.

Os diferentes muito inteligentes percebem porque os outros não os
entendem. Os diferentes raivosos acabam tendo razão sozinhos, contra o mundo
inteiro. Diferente que se preza entende o porque de quem o agride. Se o
diferente se mediocrizar, mergulhará no complexo de inferioridade.

O diferente paga sempre o preço de estar - mesmo sem querer - alterando
algo, ameaçando rebanhos, carneiros e pastores. O diferente suporta e digere
a ira do irremediavelmente igual: a inveja do comum; o ódio do mediano. O
verdadeiro diferente sabe que nunca tem razão, mas que está sempre certo.

O diferente começa a sofrer cedo, já no primário, onde os demais de mãos
dadas, e até mesmo alguns adultos por omissão, se unem para transformar o
que é peculiaridade e potencial em aleijão e caricatura. O que é percepção
aguçada em : "Puxa, fulano, como você é complicado". O que é o embrião de um
estilo próprio em : "Você não está vendo como todo mundo faz? "

O diferente carrega desde cedo apelidos e marcações os quais acaba
incorporando. Só os diferentes mais fortes do que o mundo se transformaram
( e se transformam) nos seus grandes modificadores.

Diferente é o que vê mais longe do que o consenso. O que sente antes mesmo
dos demais começarem a perceber. Diferente é o que se emociona enquanto
todos em torno agridem e gargalham. É o que engorda mais um pouco; chora
onde outros xingam; estuda onde outros burram. Quer onde outros cansam.
Espera de onde já não vem. Sonha entre realistas. Concretiza entre
sonhadores. Fala de leite em reunião de bêbados. Cria onde o hábito
rotiniza. Sofre onde os outros ganham.

Diferente é o que fica doendo onde a alegria impera. Aceita empregos que
ninguém supõe. Perde horas em coisas que só ele sabe importantes. Engorda
onde não deve. Diz sempre na hora de calar. Cala nas horas erradas. Não
desiste de lutar pela harmonia. Fala de amor no meio da guerra. Deixa o
adversário fazer o gol, porque gosta mais de jogar do que de ganhar. Ele
aprendeu a superar riso, deboche, escárnio, e consciência dolorosa de que a
média é má porque é igual.

Os diferentes aí estão: enfermos, paralíticos, machucados, engordados,
magros demais, inteligentes em excesso, bons demais para aquele cargo,
excepcionais, narigudos, barrigudos, joelhudos, de pé grande, de roupas
erradas, cheios de espinhas, de mumunha, de malícia ou de baba. Aí estão,
doendo e doendo, mas procurando ser, conseguindo ser, sendo muito mais.

A alma dos diferentes é feita de uma luz além. Sua estrela tem moradas
deslumbrantes que eles guardam para os pouco capazes de os sentir entender.
Nessas moradas estão tesouros da ternura humana. De que só os diferentes são
capazes.

Não mexa com o amor de um diferente. A menos que você seja
suficientemente forte para suporta-lo depois."

Arthur da Távola

ser diferente!


As diferenças fazem de nós o que somos.
Com elas aprendemos e crescemos.
Ser diferente num mundo que tenta nos padronizar a todo instante é antes de tudo, um desafio.
Por isso gostamos do "ser diferente" e respeitamos quem é.
Quem não respeita as diferenças, não respeita a própria vida.





"Ninguém pode persuadir outra pessoa a se modificar.
Cada um toma conta da porta da mudança, que só pode ser aberta pelo lado de dentro..."

"É impossível querer que as coisas mudem e continuar fazendo as mesmas coisas todos os dias..."

"Você deve ser a mudança que deseja ver no mundo."
(Gandhi)

"Não tente mudar o mundo, tente mudar a si mesmo."

A definição de Insanidade: fazer sempre a mesma coisa e esperar um resultado diferente.
Albert Einstein

POEMA DA PROSPERIDADE




Nem a tristeza, nem a desilusão, nem a
incerteza, nem a solidão, nada me impedirá
de sorrir.
Nem o medo, nem a depressão, por mais que
sofra o meu coração, nada me impedirá de
sonhar.
Nem o desespero, nem a descrença, muito
menos o ódio ou alguma ofensa, nada me
impedirá de viver.
Em meio às trevas, entre os espinhos, nas
tempestades e nos descaminhos, nada me
impedirá de crer em Deus.
Mesmo errando e aprendendo, tudo me será
favorável, tudo me será necessário, para que
eu possa sempre evoluir, preservar, servir,
cantar, agradecer, perdoar, recomeçar.
Quero viver o dia de hoje, como se fosse o
primeiro, como se fosse o último, como se
fosse o único.
Quero viver o momento de agora, como se
ainda fosse cedo, como se nunca fosse tarde.
Quero manter o meu otimismo, conservar o
meu equilíbrio, fortalecer a minha esperança,
recompor as minhas energias,
para prosperar na minha missão e viver
alegre todos os dias..
Quero caminhar na certeza de chegar, quero
buscar na certeza de alcançar, quero lutar
na certeza de vencer, quero saber esperar
para poder realizar os ideais do meu ser.
Em fim, quero dar o máximo de mim, para
viver intensamente e maravilhosamente
todos os dias da minha vida.

Tuesday, February 08, 2011

lazanha enrolada de microondas(by aurora)


macarrao para lazanha
requeijao em bisnaga tipo creme cheese light da polenghi
100 gramas de mussarela(so pra dar um ar de lazanha)

molho:
300 gramas de peito de frango
1 temperinho sazon
1 tablete de caldo de frango
2 dentes de alho
1 lata de tomate pelati
sal
1/2 caixinha de creme de leite

modo de fazer:
fatiei o peito de frango, e cozinhei em agua ate ferver , removi toda espuma e gordura
acrescentei os temperinhos e cozinhei por 10 minutos na pressao
desfiei todo frango
acrescentei o alho picado e amassadinho e o tomate
deixei apurar ate ficar bem suculento
por ultimo o creme de leite

massa:
cozinhei as folhas de lazanha por uns 10 minutos, (ainda nao estavam ao dente)
escorri , fiz rolinhos e recheei com o frango desfiado, pedacinhos de mussarela e por cima usei requeijao em bisnaga da polengui, cobri com o caldo do molho...e deixei descansar por uns 10 minutinhos (a massa hidrata )depois somente aqueci no microondas para derreter os queijos...

pensei em colocar azeitonas, mas queria algo bem levinho...sem muito tomate , nao muito enjoativo...por isso usei somente umas 4 fatias de mussarela intercalado no macarrao..
agora vou esperar a Ana Maria me convidar para seu programa...
a arquiteta que só enrola na cozinha..kkkkkkkkkkkkkk

Wabi sabi e a arte da imperfeição


:: Adília Belotti ::

Não sei quanto a você, mas eu ando definitivamente exausta de correr atrás da perfeição. No outro dia me peguei medindo as toalhas de banho dobradas para que elas formassem impecáveis pilhas no meu armário. Uma amiga me diz que arruma os vidros de tempero por ordem alfabética!? E o pediatra solta um comentário bem-humorado sobre mães que se sentem pessoalmente insultadas quando seus filhos ficam gripados. Como se gripe fosse uma espécie de tinta que manchasse a perfeição dos seus pimpolhos...

Nosso índice de tolerância aos "defeitos de fabricação" do universo anda mesmo muito baixo. E isso nos torna a espécie mais reclamona do universo, provavelmente a única, mas é que tenho algumas dúvidas se bois e vacas interiormente não reclamam daquelas moscas sempre em volta dos seus rabos...

Passamos um bocado de tempo tentando caber nas molduras que inventamos para nós. Isso quando escapamos de tentar vestir à força as expectativas que OUTROS criaram para NÓS. Senão, me digam por que seres humanos razoáveis investiriam tanto tempo, dinheiro e energia para tentar recuperar a imagem que tinham aos 18 anos?
Por estas e por outras tantas foi que quando terminei de ler aquele livrinho senti que tinha recebido uma revelação divina!

É só um livreto, mas, ao contrário, desses livros bonitinhos que a gente compra como se fosse um cartão para dizer Feliz Aniversário ou Como eu gosto de você, não é tão fácil assim de ler. Muito menos de pôr em prática os conselhos da autora. Em português acabou chamando A arte de viver bem com as imperfeições. Uma pena, eu penso. O título em inglês é The Art of Imperfection ou A Arte da Imperfeição. Assim, simplesmente. Teria sido melhor. Porque é disto que Véronique Vienne fala no seu pequeno livro: das formas de perceber a beleza que se esconde nas frestas do mundo perfeito que tentamos, sempre em vão, construir para nós.

Você conhece aquela história de que os tapetes persas sempre tem um pequeno erro, um minúsculo defeito, apenas para lembrar a quem olha de que só Deus é perfeito? Pois é, a Arte da Imperfeição começa quando a gente reconhece e aceita nossa tola condição humana.

Véronique Vienne dividiu seu manual em dez capítulos de títulos muito sugestivos: a arte de cometer erros, a arte de ser tímido, a arte de se parecer consigo mesmo, a arte de não ter nada para vestir, a arte de não ter razão, a arte de ser desorganizado, a arte de ter gosto, não bom-gosto, a arte de não saber o que fazer, a arte de ser tolo, a arte de não ser nem rico nem famoso. E encerra o livro com 10 boas razões para ser uma pessoa comum. A história está cheia de criaturas incompetentes que foram muitíssimo amadas, desajeitados com personalidades cativantes e gente boba que encanta a todos com seu jeito despretensioso. O segredo? Aceitar nossas falhas com a mesma graça e humildade com que aceitamos nossas melhores qualidades, ela diz. E propõe: Perdoe a si mesmo. (...) Você não precisa ser perfeito para ser um ser humano bem-sucedido. De fato, com mais freqüência do que imaginamos, o desejo de acertar impede as coisas de melhorarem e a necessidade de estar no controle aumenta a desordem e o caos.

A Arte da Imperfeição, no entanto, não se limita ao reconhecimento das imperfeições humanas. Também tem a ver com nosso jeito de olhar para as coisas mais banais, mais corriqueiras e enxergá-las com outros e mais benevolentes olhos. Leonard Koren, um designer americano, publicou alguns livros tentando revelar para o nosso jeito ocidental as delicadezas do olhar wabi sabi.
Wabi sabi é a expressão que os japoneses inventaram para definir a beleza que mora nas coisas imperfeitas e incompletas. O termo é quase que intraduzível. Na verdade, wabi sabi é um jeito de ver as coisas através de uma ótica de simplicidade, naturalidade e aceitação da realidade.

Contam que o conceito surgiu por volta do século 15. Um jovem chamado Sen no Rikyu (1522-1591) queria aprender os complicados rituais da Cerimônia do Chá. E foi procurar o grande mestre Takeno Joo. Para testar o rapaz, o mestre mandou que ele varresse o jardim. Rikyu lançou-se ao trabalho feliz. Limpou o jardim até que não restasse nem uma folhinha fora do lugar. Ao terminar, examinou cuidadosamente o que tinha feito: o jardim perfeito, impecável, cada centímetro de areia imaculadamente varrido, cada pedra no lugar, todas as plantas caprichadamente ajeitadas. E então, antes de apresentar o resultado ao mestre Rikyu chacoalhou o tronco de uma cerejeira e fez caírem algumas flores que se espalharam displicentes pelo chão. Mestre Joo, impressionado, admitiu o jovem no seu mosteiro. Rikyu virou um grande Mestre do Chá e desde então é reverenciado como aquele que entendeu a essência do conceito de wabi-sabi: a arte da imperfeição.

O que a historinha de Rikyu tem para nos ensinar é que estes mestres japoneses, com sua sofisticadíssima cultura inspirada nos ensinamentos do taoísmo e do zen budismo, conseguiram perceber que a ação humana sobre o mundo deve ser tão delicada que não impeça a verdadeira natureza das coisas de se revelar. E a natureza das coisas é percorrer seu ciclo de nascimento, deslumbramento e morte; efêmeras e frágeis. Eles enxergaram a beleza e a elegância que existe em tudo que é tocado pelo carinho do tempo. Um velho bule de chá, musgo cobrindo as pedras do caminho, a toalha amarelada da avó, a cadeira de madeira branqueada de chuva que espreguiça no jardim, uma única rosa solta no vaso, a maçaneta da porta nublada das mãos que deixou entrar e sair.

Wabi sabi é olhar para o mundo com uma certa melancolia de quem sabe que a vida é passageira e, por isso mesmo, bela.
Para os olhos artistas de Leonard Koren wabi sabi é inseparável da sabedoria budista que ensina:

Todas as coisas são impermanentes
Todas as coisas são imperfeitas
Todas as coisas são incompletas

Daí olhar para elas de um modo wabi sabi é ver:
A beleza que existe naquilo que tem as marcas do tempo (a velha cadeira de balanço com sua pintura já gasta tomando o solzinho que entra pela janela é wabi sabi)
A beleza do que é humilde e simples (em vez de sofisticado e cheio de ornamentos inúteis)
A beleza de tudo que não é convencional (quer algo mais wabi sabi do que servir à luz de velas e em toalhas de renda um simples hamburguer?)
A beleza dos materiais que ainda guardam em si a natureza (wabi sabi é definitivamente papel, algodão, velhos e nobres tecidos, nada de plástico)
A beleza da mudança das estações (que tal experimentar descobrir os primeiros verdes fresquinhos e brilhantes que anunciam a primavera?)

A Arte da Imperfeição é ver a vida com a tranquilidade de quem sabe que a busca da perfeição
exaure nossas forças e corrói nossas pequenas alegrias.
Porque, como disse Thomas Moore, a perfeição pertence a um mundo imaginário.
No nosso mundo de verdade, aqui e agora, que tal abrir os olhos para o estilo wabi sabi?

Friday, February 04, 2011

DIA DE FAXINA...



Estava precisando fazer uma faxina em mim...
Jogar alguns pensamentos indesejados fora, lavar alguns tesouros que andavam meio que enferrujados...
Então tirei do fundo das gavetas lembranças que não uso e não quero mais!
Joguei fora alguns sonhos, algumas ilusões...
Papéis de presente que nunca usei, sorrisos que nunca dei; joguei fora a raiva e o rancor das flores murchas que estavam dentro de um livro que nunca li.
Olhei para os meus sorrisos futuros e minhas alegrias pretendidas... e as coloquei num cantinho, bem arrumadinhas.
Fiquei sem paciência!...
Tirei tudo de dentro do armário e fui jogando no chão: paixões escondidas, desejos reprimidos, palavras horríveis que nunca queria ter dito, mágoas de um amigo, lembranças de um dia triste...
Mas lá também havia outras coisas... e belas!!!
Um passarinho cantando na minha janela...
Fui me encantando e me distraindo, olhando para cada uma daquelas lembranças.
Sentei no chão, para poder fazer minhas escolhas.
aquela lua cor de prata, o pôr do sol ...
Joguei direto no saco de lixo os restos de um amor que me magoou.
Peguei as palavras de raiva e de dor que estavam na prateleira de cima, pois quase não as uso, e também joguei fora no mesmo instante!
Outras coisas que ainda me magoam, coloquei num canto para depois ver o que farei com elas, se as esqueço lá mesmo ou se as envio para o lixão.
Aí, fui naquele cantinho, naquela gaveta que a gente guarda tudo o que é mais importante: o amor, a alegria, os sorrisos, um dedinho de fé para os momentos que mais precisamos...
Como foi bom relembrar tudo aquilo!!! Recolhi com carinho o amor encontrado, dobrei direitinho os desejos, coloquei perfume na esperança, passei um paninho na prateleira das minhas metas, deixei-as à mostra, para não perdê-las de vista.
Coloquei nas prateleiras de baixo algumas lembranças da infância, na gaveta de cima as da minha juventude e, pendurado bem à minha frente, coloquei a minha
e principalmente de RECOMEÇAR...a capacidade de amar...

A Língua Portuguesa agradece-click aqui para novo guia

Mesmo que você saiba de todas essas formas corretas, passe adiante, pode ser útil para outras pessoas.




Nunca diga:

- Menas (sempre menos)
- Mortandela (mortadela)
- Mendingo (mendigo)
- Cardaço (cadarço)
- Asterístico (asterisco)
- Meia cansada (meio cansada)

E lembre-se:

- Mal - Bem
- Mau - Bom


Trezentas gramas (a grama pode ser de um pasto). Se você quer falar de peso, então é O grama: trezentOs gramas.

- Di menor, di maior (é simplesmente maior ou menor de idade).

- Beneficiente (beneficente - lembre-se de Beneficência Portuguesa)


- O certo é BASCULANTE e não VASCULHANTE, aquela janela do banheiro ou da cozinha.

Se você estiver com muito calor, poderá dizer que está "suando" (com u) e não "soando", pois quem "soa" é sino !

- A casa é GEMINADA (do latim geminare = duplicar) e não GERMINADA que vem de germinar, nascer, brotar.

- O peixe tem ESPINHA (espinha dorsal) e não ESPINHO. Plantas têm espinhos.

- Homens dizem OBRIGADO
e mulheres OBRIGADA.

"FAZ dois anos que não o vejo“ e não “FAZEM dois anos”

- "HAVIA muitas pessoas no local" e não "HAVIAM”

- "PODE HAVER problemas" e não "PODEM HAVER...."
(os verbos fazer e haver são impessoais!!)

- PROBLEMA e não POBLEMA ou POBREMA
(deixe isso para o Zé Dirceu)

- A PARTIR e não À PARTIR

O certo é HAJA VISTA (que se oferece à vista) e não HAJA VISTO.

- POR ISSO e não PORISSO (muito comum nas páginas de recado do orkut, junto com o AGENTE pode marcar algo... Se é um agente, ele pode ser secreto, aduaneiro, de viagens...)
A GENTE = NÓS


O certo é CUSPIR e não GOSPIR.


HALL é RÓL não RAU, nem AU.


Para EU fazer, para EU comprar, para EU comer e não para MIM fazer, para mim comprar ou para mim comer...

(mim não conjuga verbo, apenas
"eu, tu, eles, nós, vós, eles")


- Você pode ficar com dó (ou com um dó) de alguém, mas nunca com "uma dó"; a palavra dó no feminino é só
a nota musical (do, ré, mi, etc etc.)

- As pronúncias: CD-ROM é igual a ROMA sem o A. Não é CD-RUM (nem CD-pinga, CD-vodka etc).
ROM é abreviatura de Read Only Memory - memória apenas para leitura.



E agora, o horror divulgado pelo pessoal do TELEMARKETING:


Não é
“eu vou ESTAR mandando”
“vou ESTAR passando”
“vou ESTAR verificando”


E sim

eu vou MANDAR
vou PASSAR
vou VERIFICAR


(muito mais simples, mais elegante e CORRETO).


Da mesma forma é incorreto perguntar:
COM QUEM VOCÊ QUER ESTAR FALANDO?

- Veja como é o correto e mais simples: COM QUEM VOCÊ QUER FALAR?

- Ao telefone não use: Quem gostaria? (É de matar...)

- Não use: peraí, agüenta aí, só um pouquinho (prefira: Aguarde um momento, por favor)


- Por último, e talvez a pior de todas: Por favor, arranquem os malditos SEJE e ESTEJE do seu vocabulário
(estas palavras não existem!!)

- Não é elegante você tratar ao telefone, pessoas que não conhece, utilizando termos como:
querido(a), meu filho(a), meu bem, amigo(a)... (a não ser que você esteja ironizando-a(o).
Utilize o nome da pessoa ou senhor(a).

- diferença entre mas e mais:

*Mais vc vai?

"Mais" é no sentido de adição:
Dois mais dois.

"Mas" como oposição, adversidade:
Ia, mas não vou.



Agora, explicações de algumas expressões que usamos e nem sempre sabemos de onde originou-se:


NAS COXAS
As primeiras telhas do Brasil eram feitas de argila moldada nas coxas dos escravos.
Como os escravos variavam de tamanho e porte físicos, as telhas ficavam desiguais.
Daí a expressão fazendo nas coxas, ou seja, de qualquer jeito.



VOTO DE MINERVA
Na Mitologia Grega, Orestes, filho de Clitemnestra, foi acusado de tê-la assassinado.
No julgamento havia empate entre os jurados, cabendo à deusa Minerva, da Sabedoria, o voto decisivo.
O réu foi absolvido, e Voto de Minerva é, portanto, o voto decisivo.


CASA DA MÃE JOANA
Na época do Brasil Império, mais especificamente durante a menoridade do
Dom Pedro II, os homens que realmente mandavam no país costumavam se encontrar num prostíbulo do Rio de Janeiro cuja proprietária se chamava Joana. Como, fora dali, esses homens mandavam e desmandavam no país, a expressão casa da mãe Joana ficou conhecida como sinônimo de lugar em que ninguém manda.


CONTO DO VIGÁRIO
Duas igrejas de Ouro Preto receberam, como presente, uma única imagem de determinada santa, e, para decidir qual das duas ficaria com a escultura, os vigários apelaram à decisão de um burrico. Colocaram-no entre as duas paróquias e esperaram o animalzinho caminhar até uma delas.
A escolhida pelo quadrúpede ficaria com a santa. E o burrico caminhou direto para uma delas...
Só que, mais tarde, descobriram que um dos vigários havia treinado o burrico, e conto do vigário passou a ser sinônimo de falcatrua e malandragem.
A VER NAVIOS
Dom Sebastião, jovem e querido rei de Portugal (sec XVI), desapareceu na batalha de Alcácer-Quibir, no Marrocos. Provavelmente morreu, mas seu corpo nunca foi encontrado.
Por isso o povo português se recusava a acreditar na morte do monarca, e era comum que pessoas subirem ao Alto de Santa Catarina, em Lisboa, na esperança de ver o Rei regressando à Pátria. Como ele não regressou, o povo ficava a ver navios.

NÃO ENTENDO PATAVINAS
Os portugueses tinham enorme dificuldade em entender o que falavam os frades italianos patavinos, originários de Pádua, ou Padova.
Daí que não entender patavina significa não entender nada.

DOURAR A PÍLULA
Antigamente as farmácias embrulhavam as pílulas amargas em papel dourado para melhorar o aspecto do remedinho.
A expressão dourar a pílula significa melhorar a aparência de algo ruim.

SEM EIRA NEM BEIRA
Os telhados de antigamente possuíam eira e beira, detalhes que conferiam status ao dono do imóvel.
Possuir eira e beira era sinal de riqueza e de cultura.

Estar sem eira nem beira significa que a pessoa é pobre e não tem sustentáculo no raciocínio.

A arte de ser feliz


Muita gente busca a felicidade e esquece que ela está bem perto de nós
Por Eda Fagundes • 15/08/2007

parte 1
A felicidade parece ser campeã unânime no ranking de desejo das pessoas.

Independentemente de raça, cultura, condição financeira, em diferentes épocas
e nos mais diversos cantões do país e do planeta, no fundo o que queremos é sermos felizes.
Alvo cobiçado por todos e conquistado por tão poucos nos leva a refletir sobre as questões
que estão envolvidas na obtenção desse sentimento, estado de alma e de espírito.


É preciso urgentemente percebermos que idealizamos demais o que é a felicidade e
desde pequenos estamos acostumados a vê-la como algo que está localizado no futuro e que virá ou não.
O que não estamos acostumados é agir de forma a construir os estados emocionais que vão acompanhar os acontecimentos de nossas vidas.
Não sabemos o que o futuro nos reserva, pouco ou nenhum controle temos sobre isso,
mas a maneira como vamos absorver os acontecimentos, o tamanho dado a eles, depende de nós.
Esse é o verdadeiro poder. A construção da felicidade se dá no tempo presente e depende
em grande parte de nossas atitudes e tomada de posições na vida.
Custamos muito a entender que a felicidade pode estar no real e que os sonhos
e fantasias construídos ao longo da vida podem não ser realizáveis na forma idealizada.

parte 2

A vida é agora. Está aí para ser vivida e saboreada, sem culpas desnecessárias e medos imaginários

Quando crianças pequenas achamos que seremos felizes quando aprendermos a ler;
quando lemos, a felicidade está quando acabarmos o curso fundamental;
quando acabamos, quando será o primeiro amor; quando amamos, quando casaremos,
nos formaremos, formaremos família e de preferência com lindos e heróicos maridos,
casinhas com flores na janela, romance no ar o tempo todo, filhos perfeitos e
educados, olhares lânguidos e paixões avassaladoras.
Beleza, magreza e eficiência também estão nesse pacote.
Não é difícil imaginar o resultado de tantos anos de idealização: frustração,
muita frustração e a sensação ilusória de que a vida do outro é melhor,
que a grama do vizinho é mais verdinha e de que conosco não deu nada certo.



Está formado o quadro antifelicidade. A idealização tem o poder de nos elevar,
mas tem também o poder de nos iludir. A felicidade é um estado de espírito
que tem a ver com a maneira como lemos o mundo e lidamos com o real.
Não é um sentimento absoluto e excludente de quaisquer outros.
Podemos ser felizes e estarmos preocupados, tristes e melancólicos ao mesmo tempo.
A vida real precisa ser vista como é: dinâmica, com coisas boas e ruins,
altos e baixos, assim como todos os outros fenômenos da natureza.
Aliás, não há nada que só tenha um lado e jamais encontraremos
a plenitude negando o lado negativo ou desagradável das circunstâncias.

parte 3
Somos os personagens principais de nossas vidas e temos mais poder do
que pensamos em relação aos nossos "destinos". É verdade que precisamos
desenvolver a coragem, aquela que não permite que o medo nos aprisione.
É verdade que precisamos parar de nos vermos como vítimas, seres passivos e sofredores.
É fundamental que possamos abrir mão do impossível controle, e evoluirmos na arte da entrega.


A vida é agora. Está aí para ser vivida e saboreada, sem culpas desnecessárias e medos imaginários.
A dica é curtir o caminho porque a sensação de que a felicidade está na chegada é a mais cruel das ilusões.
Olhem em volta, aproveitem o momento, busquem sempre o que lhes cause bem estar e sensação de leveza e,
nos momentos difíceis, tenham a certeza de que o movimento da vida é ondular, portanto, tudo é transitório.


Com mentes e corações abertos certamente encontraremos com facilidade a tão almejada e rara felicidade.



Eda Fagundes

Thursday, February 03, 2011

Ser de Luz


É aquele que veio à terra para fazer a vontade do Pai, pois tem uma alma transparente e abençoada, e por isso, Deus recebe suas orações e seus problemas são solucionados.
O ser de luz é marcado com uma característica alegre e expande a luz primordial, que é nata do Deus vivo. A gente sente quando é um ser de luz, mesmo passando por provações, sentimos a mão de Deus em nosso caminho.
O ser de luz é um homem que traz na pele o sentimento da nobreza;É um sentimento límpido como um diamante, capaz de sutilizar nossa alma.
O amadurecimento juntamente com o sofrimento traz para o homem a reconciliação com Deus; e o homem passa então a ser visitado pelo Espírito Santo, que o capacita,conforta e fortalece garantindo a sua vitória bela luta travada pelo fogo rebelde.
O ser de luz consegue irradiar raios que faz com que as pessoas se aproximem uma das outra, formando assim um circulo cadenciado; onde se vê o fogo divino nas extremidades.
Quando o ser se transforma em ser de luz, em um belo sol, ele consegue com isso iluminar tudo ao seu redor; causando com isso, o agrupamento de almas que busca, escava, labuta, o diamante ou a perola que o Pai da para cada filho, ao nascer nesse mundo.
O ser de luz é aquele capaz de compreender o amor de Deus, e seguir seus mandamentos sublimes ou porque não dizer extraordinário, para não simplesmente natural. Tendo essa atitude do homem em relação com o Deus vibrante que possui a melodia de construir ou erigir um templo mágico e fantástico.
Marck Sosza