Monday, February 03, 2014

De Cusco a Machu Picchu: uma viagem pelos mistérios e encantos do Peru

Leonardo Marques 08/09/2011       A convite de LAN Airlines, o Melhores Destinos esteve no Peru para conhecer um pouco de Cusco e  Machu Picchu, região que era a capital da civilização Inca, uma das maiores que o mundo já conheceu. No ano em que Machu Picchu está comemorando o centenário de seu descobrimento, nossa editora de destinos, Camille Panzera, afivelou os cintos e conheceu os espetaculares sítios arqueológicos do Peru. Faça seu check-in e embarque nessa viagem com a gente!

O País
O Peru é um dos países que fazem fronteira com o Brasil, e seu horário oficial está duas horas atrasado em relação à capital brasileira. São três línguas oficiais e apesar de a mais falada ser o espanhol, o “quéchua” também ocupa bastante espaço entre os nativos, assim como o “aimará”. Seu extenso território abrange os Andes, a Floresta Amazônica e ainda um litoral economicamente importante para o país, banhado pelo Oceano Pacífico.
A moeda utilizada no Peru é o Novo Sol, e nosso dinheiro é bem valorizado por lá. Trocando suas economias numa casa de câmbio, a unidade do real vale 1,50 soles. O dólar também é aceito em muitos lugares, como restaurantes e entre aqueles que vendem artesanato local.
O clima predominante no país é o equatorial, mas cada região tem suas peculiaridades, fazendo variar os meses de chuva. Enquanto Cusco é uma cidade alta e extremamente seca, Lima é banhada pelo litoral, apresentando umidade elevada.

A viagem até Cusco
No dia 30 de agosto partimos de Brasília no vôo 2772 com destino a Lima. A LAN oferece três vôos semanais entre Brasília e Lima e também entre São Paulo e Lima. De Foz do Iguaçu os vôos semanais são quatro para a capital Peruana. A partir do dia 20 de outubro, no entanto, a LAN planeja extinguir os vôos entre Brasília e Lima por conta do aumento do preço do combustível.
Nosso vôo teve pouco mais de 4 horas de viagem e foi tranqüilo, chegando no horário previsto.
Em Lima, pegamos o vôo 2111 com destino a Cusco, distante uma hora da capital. O vôo é rápido e vale muito a pena, principalmente considerando que o mesmo trajeto, quando feito de ônibus, demora até 20 horas. Se você quer conhecer a história do povo andino, Cusco é o ponto inicial. A partir da cidade você pode conhecer Macchu Pichu, Pisac, Águas Calientes, Ollantaytambo e Urubamba.

A viagem para Macchu Pichu
Quem tem Machu Picchu como objetivo principal tem que saber que chegar ao lugar não é tarefa fácil. Entre sair e chegar ao nosso destino levamos 16 horas. Mas o esforço vale a pena! Em Cusco você terá ainda que percorrer alguns quilômetros até Águas Calientes, o vilarejo mais próximo do Parque Arqueológico e com melhor infra-estrutura.
Machu Picchu só tem um hotel, por isso optar por outros vilarejos é mais interessante. E foi o que fizemos… em Cusco pegamos um transfer até Ollantaytambo (96km), onde fica a estação de trem. A empresa de trem que nos transportou entre Ollantaytambo e Águas Calientes foi a Inca Rail, que proporcionou uma viagem agradável. Nosso vagão tinha poltronas confortáveis e o passeio inclui serviço de bordo. Para estrangeiros, os valores variam entre US$ 100 e US$220 da classe econômica à primeira classe, incluindo ida e volta. Os que preferem pegar o trem desde Cusco podem usar a PeruRail, que têm trens que saem de Poroy.
Hospedagem
Em Águas Calientes nos hospedamos no Hotel Sumaq, um dos mais próximos à Machu Picchu. Considerado de categoria luxo, o hotel oferece quartos confortáveis, atividades típicas e comida bem preparada. Pacotes de três dias e duas noites estão sendo oferecidos a US$885 por pessoa e os pacotes para dois dias e uma noite saem por US$ 437. Para os que preferem o estilo mochileiro, Águas Calientes também tem hostels e lugar para acampar.
Em Urubamba e Cusco (capital) nos hospedamos na rede Aranwa. Enquanto o hotel de Urubamba se apresenta como uma espécie de resort, com piscina, capela e quartos modernos e coloniais, a sede de Cusco mistura o estilo colonial com exposições de quadros e esculturas. Os quartos são uma atração à parte, cheio de modernidades. O hotel em Cusco tem valores que variam entre US$ 280 e 350.
Machu Picchu, a “Montanha Velha”
Esclarecimentos feitos, vamos ao que interessa: Machu Picchu! Considerado patrimônio mundial pela Unesco, o sítio arqueológico inca comemora este ano seu centenário e impressiona por sua arquitetura.
A “Cidade Perdida dos Incas” está 2.400 metros acima do nível do mar e foi construída nessa altitude por causa do clima, necessidade de água e pela segurança que a altura proporciona, evitando desmoronamentos.
Machu Picchu era um centro político e administrativo e foi construída entre 1450 e 1540. A cidade é feita de pedras trabalhadas, que são todas encaixadas uma às outras. Apesar de a maioria pesar entre 10 e 15kg, há pedras que pesam toneladas. Há também inúmeras terraças construídas para o cultivo de alimentos.
Após ver a grandiosidade do lugar, é difícil entender como homens de 1,55m puderam construir tamanha fortaleza! É inacreditável o conhecimento que esse povo possuía e só visitando percebe-se o porquê de ser considerada uma das maravilhas do mundo. É sensacional!
Chegar ao parque só é possível a pé, através da trilha inca, que tem 40km, ou de ônibus que partem de Águas Calientes. O trajeto de ônibus dura 20 minutos e a toda hora os veículos chegam e partem. Como há muitos turistas, chegar cedo é muito melhor! A entrada no sítio arqueológico custa 126 soles (84 reais), e recomendamos que você ande por lá com um guia ou tenha em mãos um livro sobre o assunto – do contrário será difícil entender a dimensão da cidade.
Huayna Picchu, perfeita para aventureiros
Quando você olhar uma foto panorâmica de Machu Picchu, observe ao fundo uma montanha grande. Essa é Huayna Picchu, que tem 2.720 metros de altura. É possível fazer passeios até o topo da montanha, que estão disponíveis em dois horários diários (sempre pela manhã), cada um com limite de 200 pessoas. O tempo de ida e volta pela trilha é de três horas (duas para subir e uma para descer). A subida é difícil, mas a visão que se tem dali é única. O valor cobrado é de 150 soles (100 reais) e inclui o passeio de Huayna Picchu + Machu Picchu.
Ollantaytambo, viagem ao passado
É uma das principais estações de trem para se chegar a Machu Picchu. Se você tiver tempo, aproveite para dar uma volta no povoado, com 5 mil habitantes. O lugar também tem uma boa estrutura para turistas e oferece praticamente tudo que você pode precisar durante sua viagem.
Andar pelas ruas, cheias de pedras, é sinônimo de uma viagem no tempo! Pelas ruelas passam mulheres com trajes típicos, cores vibrantes e seus filhos nas costas. Ollantaytambo também tem ruínas de origem Inca, que ficam próximas ao povoado. Sua localização é estratégica e ainda hoje há famílias nobres vivendo na região.
Pisac
Pisac é um lugar com duas atrações principais: ruínas e um mercado de artesanato. A construção dessas ruínas é atribuída à pré-Incas e Incas e se destacam por estarem numa região de 3.400 metros. O lugar era um centro administrativo e tem uma arquitetura especial, própria para evitar possíveis danos provocados por abalos sísmicos. Suas terraças são peculiares e também se destacam buracos feitos nas montanhas para depositar corpos mumificados e mortos.
O mercado de Pisac é uma ótima oportunidade para você comprar os desejados souvenirs. São muitas opções de tecidos feitos à mão, bolsas, camisas, objetos de prata, bonecas, porta-moedas, enfim… tem de tudo! As pessoas colocarão o preço dos produtos lá no alto ao perceberem que você é turista, por isso pechinche sem medo!!! Enrole no portunhol, e faça uma boa oferta que seu presente está garantido!
Cusco, a capital Inca
A cidade histórica, conhecida como capital da cultura inca, tem cerca de 500 mil habitantes e uma ótima infra-estrutura. Na cidade de Cusco você encontra bons hotéis, restaurantes preparados e até boate. Entre 60% e 70% da população da cidade vive do turismo, por isso há várias lojinhas de artesanato e agências que fazem passeios para pontos turísticos. Alguns lugares são obrigatórios de se conhecer, como a Basílica Catedral de Cusco, que fica na Plaza de Armas, o Parque Arqueológico de Saqsaywaman e o Qoricancha.
A belíssima Catedral de Cusco tem três naves e 12 capelas em seu interior. Muito rica em imagens, quadros, ouro e prata, não se pode fotografar lá dentro para preservação do patrimônio. A entrada custa 25 soles (16 reais). Já o Parque de Saqsaywama, com seus 10 mil anos de idade, é conhecida como fortaleza, apesar de não ter tido nenhuma função militar. O lugar era um centro cerimonial, uma zona sagrada e de estudos. Ele fica a 3.650m de altura e foi construído com pedras enormes. É incrível em todos os sentidos. A entrada custa 70 soles, mas se você comprar um bilhete de 130 soles (86 reais) terá direito a conhecer ainda outros pontos turísticos da região.
Já o Qoricancha, o Templo do Sol, servia como local para cerimônias e estudos como astronomia e matemática. Para entrar são 10 soles (6 reais) e, num passeio que abrange arquitetura, história e arte, você pode conhecer um pouco mais da cultura inca. Esse lugar tinha uma importância equivalente ao que o Vaticano tem hoje e, se era dito nos tempos romanos que “todos os caminhos levam a Roma”, a frase para o lugar era de que “todos os caminhos conduzem a Qoricancha”.
Mal de altura é lenda?
Não é lenda, não. Quem chega por Cusco ou pretende passar uns dias na cidade tem que ter atenção redobrada com a saúde. É muito comum visitantes sofrerem com o “Soroche”, ou mal de altura. Ele ocorre devido às elevadas alturas da região, que provocam sintomas como dor de cabeça, problemas no estômago, vômitos, diarréias, etc. O ideal é se aclimatar subindo um pouco a cada dia, mas como é complicado para a maioria das pessoas, indicamos beber muita água, comer alimentos leves e descansar.
Também é indicado tomar o chá de coca, ou mastigar a folha, que não são proibidos por lá – mas fique só nesses derivados da coca, hein? Nas farmácias é popular a compra de “soroche pills”, e você também pode recorrer a este benefício.
Encerramos assim mais este relato de viagem do Melhores Destinos. Para mais informações, o governo do Peru mantém uma página bacana, com informações turísticas em português.

1 comment:

  1. Qual é a melhor época para visitar Machu Picchu?
    É recomendável viajar a Machu Picchu e ao Peru de abril até novembro (época seca), o turismo no Peru é tudo o ano, mas o turismo é reduzido um pouco por causa das chuvas que é de dezembro até quase o final de março.
    Aconselhamos viajar no mês de junho por causa das festas folclóricas e pelo acontecimento da grandiosa Festa do Sol- Inti Raymi. (24 de Junho)
    Quem vai a Machu Picchu não pode deixar de subir para Huayna Picchu que é uma pequena trilha feita dentro da cidadela inca de Machu Picchu.
    - É bom dormir uma noite em Águas Calientes para subir a Machu Picchu ao dia seguinte bem mais cedo e assim visualizar a saída do sol.
    - Compre as entradas com antecedência, porque as vagas esgotam rápido na temporada alta.
    Se alguém esteja precisando mais informações para a sua viagem podem visitar o site da Viagens Machu Picchu > www.viagensmachupicchu.com.br.
    Boa viagem!!!

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